Terapia Ocupacional Pediátrica
Promover o desenvolvimento, a autonomia e a participação da criança nas suas atividades do dia a dia.
A Terapia Ocupacional Pediátrica acompanha crianças que apresentam dificuldades ou necessidades de apoio na participação nas suas ocupações diárias, ajudando-as a desenvolver competências e a encontrar estratégias que facilitem o seu envolvimento nas atividades significativas da infância.
O brincar, a alimentação, o vestir, a higiene, a interação com os pares e a participação nas rotinas familiares e escolares são exemplos de ocupações que podem representar desafios para algumas crianças.
A intervenção procura compreender as características individuais de cada criança, as suas competências, interesses e necessidades, considerando também a influência dos ambientes e das relações no seu desenvolvimento.
Em que situações pode ajudar?
A Terapia Ocupacional pode ser indicada para crianças que apresentam dificuldades em áreas como:
- Desenvolvimento da autonomia nas atividades de vida diária;
- Brincar, interação social e participação com os pares;
- Processamento sensorial e autorregulação;
- Coordenação motora e competências funcionais;
- Participação nas rotinas familiares e escolares;
- Alimentação e experiências sensoriais associadas;
- Desenvolvimento de competências de comunicação e interação, em articulação com as restantes áreas de intervenção.
Acompanha crianças neurotípicas e neurodivergentes, incluindo crianças no espetro do autismo e com outras condições do neurodesenvolvimento.
Como funciona a intervenção?
A intervenção começa com uma avaliação individualizada, que permite conhecer a criança, a família, as suas rotinas, interesses, competências e principais desafios.
A partir desta compreensão, são definidos objetivos terapêuticos ajustados às necessidades e prioridades da criança e da família.
As sessões têm uma duração habitual de 45 minutos e são orientadas por uma abordagem desenvolvimental e centrada na relação, de acordo com o modelo DIR/Floortime.
O brincar assume um papel central na intervenção, sendo utilizado como oportunidade para promover a comunicação, a interação, a regulação emocional, a exploração e a aquisição de novas competências.
Sempre que possível, são valorizados os contextos naturais da criança, como a casa e a escola, promovendo a articulação com a família e os profissionais envolvidos no seu acompanhamento.
A nossa abordagem
Acreditamos que cada criança tem uma forma única de sentir, comunicar, brincar e relacionar-se com o mundo.
Por isso, procuramos compreender o significado dos seus comportamentos, reconhecer as suas potencialidades e construir oportunidades de desenvolvimento a partir dos seus interesses e motivações.
Mais do que trabalhar competências isoladas, procuramos promover uma participação mais autónoma, significativa e positiva no quotidiano da criança.
Porque cada pequena conquista conta e o desenvolvimento acontece, sobretudo, nas relações e experiências do dia a dia.